A corrupção da linguagem. Charles Sanders Peirce: criador da semiótica. Signo (símbolo gráfico, audiovisual que se refere ao referente), significado (a definição do signo) e referente (objeto da realidade sensível ou suprassensível). Sem o referente, a linguagem fica restrita ao mundo verbal, como se signo e significado tivessem existência independente, principal fato de corrupção da linguagem. Quando se diz "efeitos colaterais da cloroquina", isso tem uma correspondência com a realidade que só pode ser aferida por meio da investigação de "quais são esses efeitos?", "quais são mais ou menos incidentes", "qual é a relação desses efeitos com efeitos colaterais de outros remédios", "qual o custo benefício da ingestão do remédio", qual é o histórico de tratamento do remédio". Contudo, no Brasil, a expressão é tomada emocionalmente, significando algo por si só. Como com evitar a corrupção da linguagem: aprimorando o imaginário por meio da cultura literária, sem a qual nenhuma outra cultura é possível. Democracia: é um desejo (não é um objeto em si mesmo). Leis: escritas com figuras de linguagem, permitindo o judicialismo. #cof
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